Do Ventre da África à Parteira Baiana: Nascimento do Candomblé na Bahia
A história da escravidão das Áfricas para o Brasil e demais Américas é extensa. Importando escravos da África pela primeira vez no século XVI, o Brasil viu o comércio de escravos atingir seu auge nos séculos XVII e XVIII, resultando no deslocamento de cerca de dois milhões de indivíduos africanos.
Contrariando uma visão simplista da história, as relações estabelecidas durante o período escravocrata não eram unidirecionais ou passivas. Houve momentos de negociação entre senhores e escravos. Figuras como Manoel Joaquim Ricardo, Francisca da Silva, José Pedro Autran e Rodolpho Martins de Andrade, fundamentais na formação do Candomblé baiano-nagô, exemplificam a habilidade dos escravos e ex-escravos em articular sua mobilidade social e subsistência econômica, enquanto simultaneamente se inseriam no cenário religioso.
O cenário de circulações atlânticas foi crucial para o estabelecimento desses princípios religiosos. O Candomblé, desde seus primórdios no bairro da Barroquinha, em Salvador, reflete uma complexa sobreposição de calundus domésticos e candomblés organizados, incorporando estruturações africanas autóctones yorùbá e daomeanas.
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A história da escravidão das Áfricas para o Brasil e demais Américas é extensa. Importando escravos da África pela primeira vez no século XVI, o Brasil viu o comércio de escravos atingir seu auge nos séculos XVII e XVIII, resultando no deslocamento de cerca de dois milhões de indivíduos africanos.






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